A Instrução ou Educação Escolar em Boa Saúde

Grupo escolar Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Córrego de São Mateus - Década de 60
Em Boa Saúde, como geralmente nas demais comunidades do interior, a escola do passado era muito diferente da atual, a começar pela matrícula. As crianças somente eram aceitas na escola aos sete anos de idade. Eram divididas em classes por sexo: menino não se misturava com menina. O estudo de português era iniciado através da Carta de ABC e o método era o “beabá”. As principais tarefas escolares, em relação ao aprendizado da língua, eram: caligrafia, que consistia em repetir uma frase várias vezes, caprichando na letra; cópia de determinado texto do livro de leitura; ditado de texto ou de palavras e leitura em voz alta, observando a pontuação.

O estudo de matemática começava com a tabuada. O aluno tinha que decorar as operações de somar (adição), subtrair (subtração), multiplicar (multiplicação) e dividir (divisão) e responder, quando “arguído” pelo professor, de maneira quase cantada. Geralmente uma vez por semana, era realizado um tipo de exercício de matemática, denominado de “argumento”, no qual eram feitas perguntas pelo professor aos alunos sobre a tabuada. Quem não acertava a resposta era castigado com a palmatória (objeto de madeira, de forma circular e com um cabo, que servia para bater repetidas vezes nas mãos).

Professor Averaldo Cabral e sua turma de 2ª série
No início e no final das aulas, todos os alunos cantavam o hino nacional ou, dependendo da data , o hino à bandeira ou, ainda, à independência. Em algumas datas festivas eram realizados passeios escolares aos sítios e fazendas. A Fazenda D. Pedro II, conhecida, também, como Boa Esperança, de propriedade do Sr. Abel Viana, naquela época, era um dos locais preferidos para os tais passeios.

O respeito e a obediência aos mestres eram observados com um certo rigor. Os alunos eram punidos quando não cumpriam as tarefas ou desrespeitavam os professores. Dependendo da gravidade do fato, o castigo seria ficar de pé diante dos colegas, durante muito tempo, ou ficar de joelhos, muitas vezes em cima de caroços de milho.

As condições da escola eram diferentes, também, em relação aos seguintes aspectos: não existiam carteiras individuais; não havia distribuição de livro gratuito; nem o fornecimento de merenda escolar.

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O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.

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