A Literatura de Cordel e os Violeiros de Boa Saúde

Os folhetos de cordel, conhecidos também como versos de feira, eram, com muita frequência, encontrados nas feiras do interior, vendidos por pessoas que os divulgavam sob a forma de cantoria. Os temas mais usados e apreciados eram: estórias de animais; batalhas e pelejas; romances e contos de fadas e de realeza; acontecimentos e tragédias; fatos religiosos.

Os violeiros ou cantadores de viola apresentavam-se em duplas que cantavam os temas da literatura de cordel, geralmente atendendo aos pedidos da assistência.

Em Boa Saúde além dos versos de feira, os violeiros travavam verdadeiros duelos sob a forma de cantoria, tendo como local a sala ou o terreiro das casas das pessoas que os convidavam, com datas previamente marcadas e que se realizavam às noites. Além dos versos de cordel, cantavam de improviso diferentes gêneros: pelejas, louvação, repentes, galopes e motes, atendendo aos pedidos dos presentes que, em agradecimento, colocavam dinheiro em um prato que ficava no centro da sala. Os violeiros que se apresentavam em Boa Saúde na década de 1940, tinham como principal ponto de encontro a residência do Senhor Cirilo Carolino Alencar. Nomes como: Macário, de Currais Novos; Tomaz de Aquino, de Vera Cruz e Nestor Marinho, de Nova Cruz, ainda hoje são lembrados pelos moradores mais antigos.



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O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.

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