A Energia Elétrica em Boa Saúde

Na administração do Prefeito Pedro Juvenal Teixeira de Carvalho, no início da década de l950, a sede do Distrito de Boa Saúde e o povoado de Lagoa Salgada foram eletrificados através de motores óleo diesel.

Datada de 29/02/1952, a Portaria de nº 14 fixava normas para a cobrança da taxa de energia elétrica no povoado de Lagoa Salgada, que na época pertencia ao distrito de Boa Saúde, e designava o senhor Francisco Ferreira de Souza para efetuar o recolhimento da mesma. Conforme a referida portaria, uma “lâmpada de 15 velas Cr$ 4,00; de 25 velas Cr$ 5,50; de 40 velas Cr$ 9,00; de 50 velas Cr$ l2,00; de 75 velas Cr$ l6,00; de 100 velas Cr$ 20,00 e de cada rádio Cr$ 10,00”.

Sobre o fornecimento de energia elétrica em Boa Saúde e Lagoa Salgada, uma portaria datada de 05/02/1953, da Prefeitura Municipal de São José de Mipibu, determinava: “1º - A iluminação do Distrito de Bôa Saude e do Povoado de Lagoa Salgada, será fornecida das 18 às 23 horas, excetuando-se os dias de festas dos padroeiros, véspera de Natal e Ano Novo, que a luz se prolongará até as 4 horas da manhã. 2º - A Prefeitura obriga-se a fornecer iluminação extraordinariamente para as festas públicas, particulares e religiosas, cobrando por mil velas ou fração, dez cruzeiros por noite, correndo a despêsa de instalação por conta do requerente ou mediante prévio entendimento entre as partes. Se o consumidor pretender luz fora do horário estabelecido, pagará por hora ou fração a importância de Cr$ 60,00 (sessenta cruzeiros)”.

Com a chegada da energia elétrica, o rádio passou a ser usado em algumas residências. Existia, na época, um tipo de rádio a energia elétrica e bateria, o que possibilitava, também, o seu uso durante o dia, alimentado pela bateria, que era recarregada pela eletricidade à noite. Os primeiros rádios que existiram em Boa Saúde foram nas residências de Manoel Teixeira de Souza (Nezinho),de Sebastião Cleodon, de Severino Dias de Paiva e de Lídio Jorge.

O uso de geladeira e outros eletrodomésticos era impossível com este tipo de energia. As primeiras geladeiras que existiram em Boa Saúde eram a querosene e poucas residências possuíam.

A chegada da energia elétrica, apesar das limitações, contribuiu para a melhoria da convivência entre as pessoas: intensificaram-se as conversas nas calçadas, as visitas entre as famílias, as festas e comemorações.

Réplica da Difusora na Vila Cultural
Além da presença do rádio nas casas de algumas famílias, Boa Saúde passou a contar com um serviço de auto-falante denominado de Amplificadora Sociedade de Boa Saúde que pertencia a um grupo de pessoas tendo à frente o senhor Antônio Augusto de Souza. Da programação contavam notícias e avisos de interesse da população e oferecimento de músicas entre os namorados e dedicadas aos aniversariantes. O primeiro locutor foi João Galvão, substituído depois por José Alaí.

A notícia sobre a emancipação política de Boa Saúde foi transmitida pela referida amplificadora, sendo propagada para os “quatro cantos” da cidade que nascia. Nos primeiros anos da vida do novo município, a amplificadora prestou um grande serviço à Prefeitura e à comunidade.

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O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.

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