O Cavalo e o Carro-de-Boi como meios de transporte em Boa Saúde

No passado, os meios de locomoção e o transporte de cargas dependiam, exclusivamente, dos animais. O cavalo era preferido para o transporte das pessoas. O burro mulo, também era usado com esta finalidade, mas adaptava-se melhor para o transporte de mercadorias, principalmente nas grandes distâncias quando era usada a tropa formada por vários burros de carga e um de sela, no qual viajava o tropeiro.

O jumento era mais usado no Nordeste para abastecer a casa de água e lenha, bem como para fazer o transporte de produtos agrícolas do roçado para casa. Servia, ainda, para o carregamento de material de construção, inclusive na escavação de açudes e “barreiros”.

O carro-de-boi, desde os tempos coloniais, era usado nos engenhos e fazendas do Nordeste. Fabricado artesanalmente, com madeira de lei, era puxado por quatro bois mansos e servia para o transporte de cargas de maior peso e volume. A denominação boi manso, significa que o animal passou por uma fase de adestramento e que está apto para ser utilizado como animal de tração.

Com o passar do tempo, o carro-de-boi foi substituído pela carroça-de-boi, que conservava as mesmas características, mas era puxada por um único boi e tinha menor capacidade de carga e que, depois, foi substituída pela carroça de pneus, atualmente bastante utilizada sendo puxada por burro.

O carro-de-boi tornou-se peça de museu ou de decoração quando não foi deixado ao relento e encontra-se aos destroços como, infelizmente, acontece em algumas fazendas do município de Boa Saúde.

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O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.

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