Um dia marcante
Por Camila Oliveira

Um dia marcante sempre será lembrado, nunca apagado, foi o dia em que presenciei a morte da minha bisavó, não lembro muito bem por que eu tinha cerca de quatro anos, hoje aos quinze me veem flashes daquele dia, vamos ao dia fatídico.

Camila Oliveira
Um tempo atrás, dia de sol, minha bisa acordou cedinho como de costume, umas nove horas da manhã varreu o terreiro, quando terminou tomou banho e se vestiu, minha avó foi até a sua casa levar-lhe o almoço e foi embora, bisa ficou almoçando, enquanto isso eu estava andando de bicicleta, danado voltas em seu terreiro enorme, quando entrei percebi que ela não estava se sentindo bem, estava vomitando e de repente vi que ela não se mexia, fiquei apavorada e corri para chamar meus avós, os dois chegaram, mexeram nela e nada, lembro que veio um carro branco, que hoje sei era uma ambulância, eles a levaram e com um tempo chegou a notícia de que ela havia morrido, na época não conseguia entender, só fui compreender muito tempo depois de crescida.

Pude sentir o quão triste é perder alguém que amamos muito, perder uma pessoa dói bastante e nada e ninguém faz esquecer, é algo que será lembrado e nunca será apagado, não podemos fazer nada apenas nos conformar, emfim o único jeito é carregar lembranças na mente e a saudade no peito, saudades estas muito querida de alguém que tive o prazer de conviver, embora por pouco tempo essa memória ficará eternizada em meu coração e o dia marcante embora dolorido vou guardar lá no fundo onde com o tempo não possa mais me causar angústia.

Camila Oliveira mora na comunidade de Murici e estuda o 9º ano na Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

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