As Rezadeiras de Boa Saúde e Suas Curas

As rezadeiras, em algumas regiões do país, também são conhecidas como curandeiras ou benzedeiras. No passado, entre os séculos XVI e XVII, consideradas como feiticeiras, eram perseguidas, punidas e até condenadas pelos Tribunais da Inquisição da Igreja Católica.

Maria da Pimenta
Antiga rezadeira de Córrego de São Mateus
As curas ou rezas são práticas pouco utilizadas nos dias atuais e que aos poucos vão desaparecendo. As rezadeiras curavam de mau-olhado, estado doentio causado pelo poder dos olhos em fazer o mal e cujas vítimas mais freqüentes eram as crianças. Curavam, também de espinhela caída, dor de dente, dor de cabeça, dor de ouvido, nervo triado (torção) e mordida de cobra. Algumas rezas destinavam-se a curar bicheiras de animais, acabar com lagartas nos roçados, além de outros fins.

As principais rezadeiras de Boa Saúde, no passado, foram: Josefa Cipriano ou Zefa Miau, apelido do qual não gostava e Joaquina Preta, seguidas de Maria Benedita Soares, conhecida como Tutu, que ainda hoje atende às pessoas que procuram as suas rezas.

Geralmente, as parteiras curiosas também assumiam a função de rezadeiras. Usava-se nas benzeduras ramos de pinhão roxo, manjericão, vassourinha e arruda, fazendo movimentos, em forma de cruz, sobre a parte do corpo doente. Quanto mais murchos ficavam os ramos, maior era o olhado, nos casos desse mal.

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O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.

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