Calçadão totalmente iluminado

Calçadão totalmente iluminado

Nesta semana a equipe da Prefeitura de Boa Saúde fez uma boa manutenção no calçadão de Córrego de São Mateus.

Há cerca de três anos o calçadão, que fica localizado na Rua Augusto Ferreira, ficou totalmente escuro em virtude de vândalos terem danificado as lâmpadas. O trecho ficou quase que totalmente escuro e as pessoas reclamavam por causa da alguns assaltos que ocorreram no local.


A equipe da Prefeitura, coordenada por Bores Ferreira, recolocou as lâmpadas e os globos bem como fez a manutenção de todo sistema elétrico.



NOSSA HISTÓRIA - A Agricultura

NOSSA HISTÓRIA - A Agricultura

A Agricultura em Boa Saúde

Cultivo de mandioca em Boa Saúde
Como em todo o Agreste Potiguar, em Boa Saúde, ainda hoje, a agricultura de subsistência é praticada nas médias e pequenas propriedades, quase sempre em solos inadequados. A organização e distribuição dos trabalhos é feita pelos pequenos produtores e seus familiares. Segundo os Censos Agropecuários realizados pelo IBGE, em 1970, no município de Boa Saúde, 88,56% das pessoas ocupadas na agricultura, eram membros não remunerados das famílias dos pequenos produtores; em 1980, esse percentual representava 82,07% e, em 1985, 88,62%. Os pequenos produtores, geralmente, não recebem incentivos do governo e muitos se obrigam a trabalhar em estabelecimentos maiores para garantir a sobrevivência da família.

Na agricultura de subsistência, os agricultores procuram retirar da terra tudo o que é possível para atender às necessidades da família. Em Boa Saúde, como na maioria dos municípios da região, as principais culturas de subsistência são: o milho e o feijão, que quase não geram excedentes para a comercialização, e a mandioca, produzida, também, com fins comerciais, principalmente sob a forma de farinha e goma. A mandioca era cultivada pelos índios em quase todas as regiões do Brasil e o seu uso foi assimilado pelos colonizadores.

A farinha de mandioca no século XVII, depois do trigo, era o alimento mais importante do Nordeste, chegando a ser obrigatório o cultivo da mandioca, pelos senhores de engenho, por ocasião da dominação holandesa e, depois, por D.Pedro II. Além da farinha, como no passado, ainda hoje são consumidos: o beiju, a tapioca, o carimã, dentre outros alimentos à base de mandioca.

Casa de farinha em Córrego de São Mateus
A fabricação da farinha de mandioca, ao longo do tempo, sofreu poucas alterações. Depois de arrancada e transportada para a casa de farinha, a mandioca é descascada, geralmente pelas mulheres auxiliadas pelas crianças. Em seguida, é colocada na cevadeira para ser triturada ou moída e, depois, prensada para tirar a mandicueira, um líquido tóxico. Na fase seguinte, a massa é retirada da prensa e peneirada para poder ser secada ao forno, ficando pronta a farinha.
A casa de farinha possui três peças fundamentais: a cevadeira, a prensa e o forno, atualmente movidas a eletricidade, mas que no passado eram movimentadas manualmente.

A produção de farinha chama-se farinhada. A utilização da casa de farinha pelo próprio dono durava até seis meses e, somente depois, é que era cedida aos outros produtores. O arrendamento da casa de farinha, ainda hoje, é feito pelo sistema de conga, que consiste no pagamento com um percentual da farinha produzida. A medida usada era a cuia de cinco litros. Atualmente, se usa mais o quilo.

Raspando mandioca
O armazenamento da farinha era feito em saca, confeccionada com palha de carnaúba, em caixão de madeira e, quando se tratava de grande quantidade, em paiol. Transformava-se um cômodo da casa em paiol, geralmente um quarto, revestindo o piso e as paredes com esteiras de palha de carnaúba, fazendo-se o isolamento térmico e colocando-se a farinha, armazenada a granel.

Desde o passado, a casa de farinha tem sido uma presença marcante em Boa Saúde. Contam os moradores mais antigos que no povoado existiram três casas de farinha e que o funcionamento das mesmas durava até seis meses sem parar. Atualmente, existem várias casas de farinha no município, mas a produção de farinha diminuiu. Em 1970, segundo dados do IBGE, foram produzidas 664 toneladas de farinha, enquanto que, em 1985, a produção foi de 324 toneladas, o que representa uma queda de 51,20% do produto beneficiado. Vem aumentando a área plantada e a produção de mandioca no município, mas os produtores preferem vender o produto “in-natura”.

Além do milho, do feijão e da mandioca, o município de Boa Saúde produz, ainda, o algodão herbáceo e a castanha de caju.

Cultura do caju em Boa Saúde
A cultura do algodão no Rio Grande do Norte se desenvolveu inicialmente no agreste e no oeste, atingindo depois outras regiões do Estado, que, a partir de 1860, passou a exportar o algodão beneficiado através de usinas que surgiram nas principais áreas de cultivo.
Denominado de “ouro branco”, o algodão foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia do Estado, da segunda metade do século XIX até o início do século XX.

Não se sabe ao certo quando foi iniciada a cultura do algodão em Boa Saúde. Contam os moradores mais antigos que na década de 1930 existiram, no povoado, duas descaroçadeiras de algodão. Uma localizada do outro lado do rio Trairi, que teria pertencido ao Senhor João Cipriano e outra na atual Praça Nossa Senhora da Saúde, que pertenceu ao Senhor João Teixeira e cujo administrador era o Senhor Otto Hackradt.

Para os médios e pequenos agricultores, o roçado de algodão era como se fosse, uma espécie de avalista; possibilitava-lhes comprar “fiado”, bem como contrair outros compromissos financeiros, inclusive empréstimos a particulares, para serem pagos por ocasião da safra.

Segundo dados do IBGE, a produção de algodão do município de Boa Saúde, em 1975, foi de 275 toneladas; em 1980, foi de 315 toneladas e, em l996 foi de, apenas, 02 toneladas. Essa queda tão drástica da produção teve como principal causa a praga do bicudo, que dizimou, quase totalmente, a cultura do algodão no Estado, perdendo os agricultores e o setor agrícola uma de suas principais fontes de renda.

A castanha de caju, a partir de l970, vem se tornando uma das principais fontes de renda do setor agrícola do município de Boa Saúde. De uma produção de 41 toneladas, naquele ano, passou para 85 toneladas em 1975, 180 toneladas em 1980 e, 193 toneladas em 1996. A produção de castanha de caju vem aumentando e compensando, de certa forma, a queda que a economia do município sofreu com a redução da cultura do algodão.

Páginas 54 a 56


O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
NOSSA HISTÓRIA - O Extrativismo Rural

NOSSA HISTÓRIA - O Extrativismo Rural

O Extrativismo Rural em Boa Saúde

Durante muito tempo a caça contribuiu para a alimentação das famílias, de maneira bastante significativa. Atualmente, essa atividade quase não existe mais em Boa Saúde e na maioria dos municípios do Estado, devido aos desmatamentos e à não preservação da fauna. Muitos animais foram extintos e outros estão em fase de extinção.

Produção de caju em Boa Saúde
Os instrumentos de caça mais utilizados eram: a espingarda de soca, que utilizava chumbo, pólvora, bucha e espoleta, depois substituída pela de cartucho, para caças maiores, e armadilhas como o “fojo” e o “quixó”, para animais pequenos como o preá. Usava-se, ainda, a “arapuca”, sendo mais apropriada para pegar pássaros. Era comum o uso do “bodoque” e da “baladeira”, além da prática de “faxiar”, principalmente, rolinhas. As caças mais encontradas e preferidas eram: tatu, peba, preá, tejuaçú, camaleão e pássaros, principalmente nambu, rolinha e jacu.

No passado existia, com frequência, nos sítios, a criação de abelhas em cortiços, um tipo de colméia feita com duas telhas e argila, toras de madeira ôca ou caixote, que ficava pendurada nos galhos das árvores, principalmente dos cajueiros. Criava-se abelha jandaíra, cujo mel tem propriedades medicinais. Um dos principais criadores de abelhas era o Senhor Faustino Alexandre. Era comum as pessoas extraírem, nas matas, mel de mosquito e mel de uruçu, um tipo de abelha silvestre.

Pesca em Boa Saúde
A pesca era outra atividade que muito contribuía para o sustento das famílias, no interior. Pescava-se nos rios e lagoas uma variedade de peixes de água doce, além de pitu e camarão. Atualmente, essa atividade quase não existe mais, com exceção dos municípios onde existem grandes açudes ou barragens. Os peixes encontrados com maior freqüência eram: traíra, curimatã, cará, jundiá e piaba. Os instrumentos de pesca mais utilizados eram: anzol, tarrafa e landuá. Na pesca da piaba era comum o uso de uma garrafa, com o fundo furado, na qual utilizava-se farinha de mandioca como isca.
Casa de farinha em Xique-Xique
A natureza, além da caça e da pesca, possibilitava outra atividade muito significativa para a sobrevivência das famílias, no passado: a extração da madeira para construção de casas, abrigos e cercados para os animais, além da fabricação de móveis e da utilização como lenha e carvão.
Página 53

O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
NOSSA HISTÓRIA - Atividades Econômicas

NOSSA HISTÓRIA - Atividades Econômicas

Atividades Econômicas em Boa Saúde

Feira livre de Boa Saúde
As atividades econômicas, no início do povoamento de Boa Saúde, eram relacionadas com a sobrevivência, através do extrativismo rural e do cultivo da terra. Os primeiros habitantes caçavam, pescavam e extraíam madeira para o consumo, além de praticarem a agricultura de subsistência e a criação de animais.
Página 53

O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
Vem aí o II Torneio Dival Gabriel

Vem aí o II Torneio Dival Gabriel

Vem aí mais uma edição do Torneio Dival Gabriel. O evento está em sua 2ª edição e será realizado no dia 2 de abril.

Torneio Dival Gabriel

Dival foi um grande incentivador e apoiador do esporte em Córrego. Foi com seu incentivo que o mais antigo time de Córrego foi fundado: o Santos FC. Dival faleceu em 21 de abril de 2013, vítima de enfarte.
Professores esclarecem aos pais sobre a greve

Professores esclarecem aos pais sobre a greve

Desde o dia 15 de março que os alunos das escolas Chicó Maria e Perpétuo Socorro estão sem aulas em virtude da greve deflagrada pelos trabalhadores em educação.

A fim de explicar o porque da parada, os professores da escola Perpétuo Socorro convidaram pais, alunos e a comunidade em geral para uma reunião de esclarecimento e conscientização sobre o processo de reforma da previdência que se aprovado "deixará o brasileiro em situação muito complicada para se aposentar".

O nosso encontro hoje a tarde, foi com os pais de nossos alunos. Nos reunimos na Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para esclarecimentos sobre a Greve Nacional. Foi exposto slides e vídeos sobre: O que é a previdência Social? O que é a PEC 287/2016? Reforma da previdência, o que muda se aprovada? E outros pontos relevantes e relacionados ao contexto da Reforma da Previdência. 
Uma tarde muito proveitosa, a participação dos pais no diálogo foi muita rica. Excelente!
E uma das expressões de uma mãe e pergunta que mais me encantei foi: "E O QUE É QUE PODEMOS FAZER MINHA FILHA PARA ISSO NÃO SER APROVADO?". Palavras da professora Hailda Costa.



Fotos do Facebook de Hailda Costa
NOSSA HISTÓRIA - A feira e o mercado

NOSSA HISTÓRIA - A feira e o mercado

A Feira e a Construção do Primeiro Mercado

No início do povoado, as famílias ali residentes e na vizinhança se reuniam, sempre aos domingos, debaixo de uma quixabeira, com o objetivo de venderem, comprarem e, até mesmo, trocarem mercadorias e produtos agrícolas. Assim nascia a feira de Boa Saúde, que anos depois passou a ser realizada debaixo de uma espécie de galpão coberto com palha.
Mercado Antigo de Boa Saúde
Na primeira metade da década de 1930, foi construído o primeiro mercado. Sobre a sua inauguração, o jornal "A República", datado de 08 de outubro de 1935, traz reportagem na primeira página, com o título "Inauguração do prédio do Mercado Público de Boa Saúde", cujo conteúdo passamos a transcrever:

"A fim de inaugurar o prédio do mercado público de Boa Saúde, excursionou o Sr. Interventor Mário Câmara até aquela povoação, Domingo passado (06/10) em companhia do deputado Café Filho, drs. Lélio Câmara e José Marinho, sr. Laurindo Leão e Dr. Israel Nazareno. Verificou-se a partida pela manhã, chegando a Boa Saúde às 10 horas. Ao aproximar-se o carro do chefe do Governo, foram queimadas girândolas de foguetes, sendo S.Exa. muito aclamado. Hospedou-se a comitiva na casa do Sr. Heronides Câmara, prestigiosa influência política e acreditado comerciante e proprietário local. Ali se encontravam entre outros, os Srs. Anísio Vidal, secretário da prefeitura de São José, representando o prefeito Juvenal de Carvalho, Manoel Joaquim de Souza, Severino Dias, João Batista Nunes, Faustino Ferreira, Francisco Antônio, Juvenal Câmara, Severino Leite, Adauto Câmara, Lauro Bigois, Mário Paiva e João Batista Marques, elementos de representação social em Boa Saúde e São José. Senhoras Alice e Georgina Câmara, Senhorinhas Marcília e Nininha Petrovich, Lenira e Olga Bigois, Doninha de Carvalho, Lúcia Moreira Dias, Nair Câmara, Maria de Lourdes Reis , Rachel Matoso e outras. Após um lauto almoço, fidalgamente servido por senhores e senhoras da localidade e desta capital, dirigiram-se todos para o novo prédio que se ia inaugurar. O sr. Heronides Câmara saudou, então, o sr. Interventor federal, dizendo da satisfação de que se achavam possuídos os habitantes daquele lugar, por mais esse melhoramento experimentado graças a S. Exa., que já dotara a povoação de um prédio para a Escola Isolada e outro para a Sub-delegacia de Polícia. Terminou afirmando que todos ali estavam reconhecidos a S.Exa.e firmes para prestigiar o seu governo. Respondeu o dr. Mário Câmara, dizendo que o povo trabalhador, honrado e ordeiro de Boa Saúde bem merecia os benefícios que lhes tem prestado. Sentia-se bem em ver que ali se vinha realizando um dos pontos essenciais de sua administração, porque não apenas as sedes dos municípios precisam ser cuidadas, senão também as povoações. Se todos pagam impostos, todos têm direito de pedir, de exigir mesmo que lhes amenize as condições de vida, e esse apelo deve ser correspondido. Louvada a atuação do sr. Heronides Câmara, que muito tem feito por Boa Saúde. Que o povo continuasse a trabalhar pelo progresso da futurosa localidade. Terminando, foi S. Exa. Muito aplaudido pela multidão que enchia o prédio. Em seguida, fez o dr. Mário Câmara e comitiva uma visita aos demais prédios mandados construir pela Interventoria atual, recebendo o chefe do Estado constantes demonstrações de apreço e simpatia de pessoas do povo. Após alguma demora, fizemos à tarde, de volta os excursionistas, sendo, por ocasião da partida, entusiasticamente vivados pela massa popular o sr. Interventor Mário Câmara e o Deputado Café Filho." O ato inaugural do mercado público de Boa Saúde, além do Interventor Mário Leopoldo Pereira da Câmara, contou com a presença de várias lideranças políticas, dentre elas o Deputado João Café Filho, único norte-rio-grandense a ocupar a Presidência da República, em 1954, após a morte do Presidente Getúlio Vargas".

O primeiro mercado de Boa Saúde localizava-se na esquina da Rua Tenente Adauto Rodrigues da Cunha com a Rua de Baixo (atual Heronides Câmara). Foi demolido e hoje, no local, existe um parque infantil. Em 1979, foi construído um novo mercado situado, entre a Rua Dr. Mário Câmara e a Avenida Manoel Joaquim de Souza. Numa homenagem ao Senhor Otto Hackradt, um dos mais antigos comerciantes e proprietário de uma unidade de beneficiamento de algodão em Boa Saúde na década de 1930, foi denominado de Mercado Municipal Otto Hackradt.

A feira de Boa Saúde era realizada nas imediações do mercado antigo. Os produtos agrícolas e de origem animal comercializados provinham dos sítios e fazendas da redondeza, enquanto os produtos industrializados vinham das cidades de São José de Campestre e Santo Antônio. Vendia-se de tudo (do mangaio ao tecido) e era bastante concorrida. Passou por um período de decadência a partir de l964, quando o inverno deixou as estradas em péssimas condições de tráfego e os principais feirantes se ausentaram. Outros fatores que contribuíram para a redução da feira foram: o deslocamento da população do município para as feiras de outras localidades, o aumento do número de mercearias nos sítios e a redução da produção dos pequenos agricultores.

Com a construção do novo mercado, a feira de Boa Saúde foi transferida para as proximidades do mesmo, na Rua Dr. Mário Câmara. Sua revitalização ocorreu a partir de 1993, com o incentivo da administração municipal, através do transporte gratuito dos feirantes e suas mercadorias. Quanto à origem dos produtos comercializados, a quase totalidade vem de fora do município.
Residência e comércio de Heronides Câmara
A principal liderança que estava à frente das mudanças e da prosperidade que Boa Saúde alcançava, na primeira metade da década de 1930, era o Senhor José Heronides da Câmara e Silva, comerciante e proprietário rural.

Era membro de uma das famílias mais influentes do Estado, naquela época, a qual pertencia o Interventor Mário Leopoldo Pereira da Câmara. Nascido em 21/04/1888, era filho de Joaquim Maximiliano da Câmara e Silva e Joaquina da Câmara e Silva, que residiram em Boa Saúde, onde faleceu a Senhora Joaquina em 1933, cujo túmulo se encontra no cemitério local.

O Senhor Heronides Câmara, como era mais conhecido, residia em Boa Saúde em 1935, quando ocorreu, no Estado, a Intentona Comunista. Naquele ano, existia, no Brasil, um clima de conspiração por parte dos não aliados ao Presidente Getúlio Vargas e uma grande insatisfação nos quartéis, além da articulação do Partido Comunista para a ocorrência de levantes militares em nível nacional.

No Rio Grande do Norte, a situação da política local teve muito a ver com a ocorrência da Intentona Comunista, movimento que eclodiu com a rebelião do 21º. Batalhão de Caçadores de Natal.

Em relação à situação local, sucedendo o Interventor Mário Leopoldo Pereira da Câmara, assumiu o Interventor Rafael Fernandes, fazendo um governo essencialmente partidário e que, logo no início, extinguiu a guarda civil, entidade que havia sido criada por João Café Filho, na administração anterior. Cerca de 300 homens foram demitidos e alguns tomaram parte no levante comunista que, no período de 23 a 27 de novembro de l935, além de Natal, atingiu, também, diversos pontos do interior do Estado. Os principais participantes eram pessoas revoltadas, cabos, sargentos, funcionários públicos, operários, cuja maioria, na opinião de alguns autores, nada sabiam sobre comunismo. "Nem mesmo os dirigentes do movimento, os poucos declaradamente comunistas, tinham uma formação marxista. Eram revoltados simplesmente. O elemento de mais popularidade, o sargento Quintino, da banda de música do Regimento, não era letrado. Acreditava apenas que o comunismo solucionaria os problemas brasileiros. O grosso dos adesistas julgava tratar-se de um movimento para repor o interventor Mário Câmara" ( Silva, 1935, p. 280).

Seguiu-se a Intentona Comunista, uma violenta repressão e muitas injustiças, com o indiciamento e prisão de muitas pessoas inocentes, algumas ficando quase dois anos presas sem serem ouvidas em inquérito. Segundo João Maria Furtado: "a derrota foi reprimida a ferro e a fogo. Foi cometida aqui toda sorte de injustiças, atrocidades e até fuzilamento" (Furtaddo, 1976, p. 146).
O Senhor José Heronides da Câmara e Silva foi preso juntamente com o seu irmão Senhor Adauto Câmara, pelo que se sabe, não por terem aderido ao movimento, mas por perseguição política. O motivo alegado para as suas prisões foi o fato de terem oferecido acolhida para um grupo de pessoas que, tendo participado do movimento, e derrotadas em um combate ocorrido na localidade de Panelas (atualmente Bom Jesus), passaram por Boa Saúde e pediram ajuda.

O Senhor Heronides Câmara sofreu prisão domiciliar em Natal, enquanto Adauto Câmara foi preso na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Depois deste acontecimento, Heronides Câmara passou a residir em Natal, onde faleceu em 29 de setembro de 1939.

Manoel Joaquim de Souza
Outra pessoa de grande prestígio em Boa Saúde, na década de 1930, era o Senhor Manoel Joaquim de Souza, conhecido como Neco de Sinhá. Nascido na localidade de Serrinha dos Brandão, no Município de Currais Novos, ainda jovem veio para o Município de Santo Antônio onde casou-se com Antônia Augusta de Souza e fixou residência na Fazenda Bom Pasto, sendo proprietário, também, em Boa Saúde, onde possuía imóveis e se fazia presente com frequência.

A descendência do Senhor Manoel Joaquim de Souza (Neco de Sinhá), conhecida como a Família Souza, exerceu, e ainda hoje exerce, uma grande influência na vida político-administrativa dos municípios de Boa Saúde e de Serrinha.

Em Boa Saúde, os seus filhos: Antônio Augusto de Souza liderou o movimento que resultou na criação do município e exerceu o cargo de vereador; Manoel Teixeira de Souza (Nezinho) foi vereador em São José do Mipibu e prefeito em Boa Saúde durante dois mandatos. Os seus netos: Paulo de Souza foi vereador, exerce o cargo de prefeito, sendo reeleito em 01/10/2000 para um quarto mandato; José Aldí de Souza, Manoel Joaquim de Souza Neto e Emanoel de Souza exerceram o cargo de vereador, e Aurí Lúcio de Souza exerce a função pela segunda vez. Já os seus bisnetos: Francisco Artur de Souza, atual Presidente da Câmara Municipal, exerce o cargo de vereador pela segunda vez e foi eleito vice-prefeito; Josué de Souza foi eleito vereador, também nas últimas eleições.
Residência de Nezinho de Souza
No Município de Serrinha: José Teixeira de Souza, filho de Neco de Sinhá, exerceu o cargo de prefeito por duas vezes. Seus netos: José Teixeira de Souza Júnior, é o atual prefeito e foi reeleito para o próximo mandato; Gilson de Souza foi vice-prefeito e Manoel de Souza foi vereador durante três legislaturas. Enquanto seus bisnetos: Genilson de Souza foi vereador, prefeito e, nas eleições de 01/10/2000, foi eleito vice-prefeito; Reginaldo José Bezerra de Souza foi reeleito vereador pela terceira vez.

Páginas 44 a 50

O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
Parabéns para Chiquinha Bernardino

Parabéns para Chiquinha Bernardino

Os parabéns de hoje vão para uma pessoa muito especial e que representa muito bem nossa comunidade... CHIQUINHA BERNARDINO.

Chiquinha é nascida e criada em Córrego de São Mateus e sempre diz que quando morrer quer que seja enterrada aqui mesmo. Casou-se com Manoel Bernardino do qual teve 19 filhos. Dos 19, apenas 3 sobreviveram. Trabalhou muito para dar o sustento dos filhos mas nunca deixou de ser feliz.

"Sempre fui assim... ANIMADA. Nas casas-de-farinha rapei muita mandioca sempre cantando: cantiga de reis, benditos e o que viesse a cabeça... Trabelhei alugada, plantei e colhi milho, feijão, algodão. Dei conta da casa e do trabalho mas nunca deixei de ir pra um forró, um pastoril, um boi-de reis". Conta Chiquinha.
Terezinha Gomes e os passeios da escola

Terezinha Gomes e os passeios da escola

Afim de proporcionar diversão e despertar o prazer de estar na escola, Dona Terezinha sempre realizava passeios com os alunos.

Os passeios eram feitos, na maioria das vezes, em um pau de arara. Os alunos visitavam cidades e conheciam os pontos importantes... mas o mais esperado era o "banho de Bomfim". A escola se organizava para levar funcionários e alunos para passarem um dia na Lagoa de Bomfim, em São José de Mipibu.
Terezinha Gomes e a semana do estudante

Terezinha Gomes e a semana do estudante

Diretora por muitos anos, Dona Terezinha Gomes, fazia questão de realizar a semana do estudante.
Futsal do dia do estudante
A programação seguia de segunda a sexta e contava com corrida de jumento, de bicicleta, a pé, apresentações culturais e teatrais, gincanas educativas e o tão esperado Desfile da mais bela estudante.
Gincanas do dia do estudante
Todos os funcionários se empenhavam e os alunos participavam em peso. A comunidade era convidada para prestigiar os eventos e ver o trabalho dos professores e alunos.
Futebol de campo do dia do estudante

Corrida de bicicleta do dia do estudante
NOSSA HISTÓRIA - A primeira escola

NOSSA HISTÓRIA - A primeira escola

A Construção da Primeira Escola

As primeiras professoras nomeadas de Boa Saúde de que se tem notícias, datam de 11/07/1886. Através da Lei nº 98l, da Prefeitura Municipal de São José de Mipibu, o povoado foi contemplado com duas professoras, sendo “uma para o sexo feminino e outra mista” (Barbalho, 1961, p. 141). Naquela época, era comum as escolas funcionarem nas próprias residências dos fazendeiros ou lideranças políticas. 

Prédio antigo do Grupo Escolar Dr. Mário Câmara
A construção da primeira escola, da qual se tem conhecimento, somente veio a acontecer na primeira metade da década de 1930, tendo sido construída no local onde era a residência do senhor Badamero e, atualmente, existe a agência dos Correios. Sua inauguração ocorreu no dia 02 de fevereiro de 1935,conforme noticiou o jornal “A República”, datado do dia 10, do mesmo mês e ano, tendo como titulo “Inauguração do prédio da Escola Isolada de Boa Saúde”, cujo conteúdo passamos a transcrever na íntegra:

“No dia 02 do corrente mês, comemorando a festa de sua padroeira – Nossa Senhora da Boa Saúde – na pitoresca povoação desse nome, no município de São José de Mipibu, teve lugar, às 11 horas, a inauguração do seu prédio escolar, alli mandado construir pelo Governo do Estado. O acto de inauguração revestiu-se de aspecto festivo, a elle comparecendo, além do Dr. Amphiloquio Câmara, Diretor Geral do departamento de Educação, que alli também fora como representante do Exmo. Sr. Interventor Federal. Dr. Mário Câmara, o prefeito do município, Sr. Juvenal Carvalho, o vigário de São José. padre Paulo Heroncio de Melo, a inspetora de ensino professora Lindalva Alves Taveira, professora Antonia Guerra Jales, o Sr. José Humberto de Souto, Sr. Anibal Barbalho, o Sr. Heronides da Câmara Silva, que por parte do Departamento de Educação foi o encarregado da construção, e uma avultada assistência constituída de familiares e cavalheiros, dentre os quais recordamos dos Srs. Teodosio Ribeiro de Paiva, Francisco Gurgel, João Dantas, Joaquim Pinheiro Netto, João Batista Marques, Lauro Macedo, Francisco Leite, José de Souza, Pacífico Bernardo Bezerra, Manoel Cypriano Filho, João Alves Peixoto, Geraldo Cabral, João Teixeira de Vasconselos, Faustino Ferreira de França, Severino Guerra, Francisco Antônio de Jesus, Oscar de Freitas Marques, Belísio Cypriano do Nascimento, Antônio Francisco da Silva, Joaquim José Cabral, Júlio Gomes, Pedro Marcelino Filho e Francisco Resende. A solenidade começou pela benção dada ao prédio pelo Padre Paulo Heroncio, a qual seguiu-se o hasteamento da bandeira nacional, queimando-se nesta ocasião uma salva de 21 tiros. Repleta a sala da sessão, falou o Diretor do Departamento de educação, dr. Amphilóquio Câmara, que depois de ter apresentado ao público as escusas de comparecimento do Sr. Interventor Federal, discorreu sobre o desenvolvimento que a instrução pública está tendo no Estado, do litoral ao sertão, sob a orientação patriótica de sua excellência, e perorou congratulando-se com os habitantes de Boa Saúde pelo excelente prédio que recebia da administração estadual para a educação de seus filhos, o qual, em parte se devia a operosidade do sr. José Heronides Câmara que desinteressadamente aceitara do Departamento de Educação a incubência de dirigir a construção.
Em nome da população local, agradeceu o Sr. Heronides Câmara a dadiva da Interventoria Federal, espaltando, em palavras judiciosas, a obra elevadíssima de renovação moral, política e econômica que o dr. Mário Câmara está praticando no Estado.
- Durante toda a festividade tocou a harmoniosa banda de música de São José de Mipibu.
- Ao sr. Interventor Federal, que não poude, entretanto, comparecer em pessoa, por múltiplos affazeres nesta capital, estava preparada imponente recepção popular, como demonstração maior do reconhecimento do povo de Boa Saúde pelo benefício com que vinha de ser dotado.
- O sr. Heronides Câmara e distinta família foram enexcedíveis em cumular de gentilesas quando alli estiveram, oferecendo-lhe lauto almoço”.

Numa homenagem ao Interventor Mário Leopoldo Pereira da Câmara, que governou o Rio Grande do Norte no período de 02/08/1933 a 27/10/1935, a Escola Isolada de Boa Saúde passou a se chamar de Grupo Escolar Dr. Mário Câmara. Durante várias décadas o referido prédio, além de cumprir a sua função específica, serviu para a realização de reuniões e festas da comunidade, inclusive dos bailes das festas da padroeira. Foi demolido e no local construído o prédio onde, atualmente, funciona a agência dos Correios. O atual Grupo Escolar Dr. Mário Câmara fica localizado na Avenida Manoel Joaquim de Souza. Sua construção ocorreu quando era Governador do Estado o Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel e a sua inauguração foi no ano de 1968.

Segundo pesquisa realizada junto aos moradores mais antigos, em 1933 o povoado de Boa Saúde tinha como Professora Maria Emília Pessoa. Depois da construção da escola, em 1935, a primeira professora foi Iolanda Medeiros, seguida de Maria da Conceição Costa e de Adelaide Maciel, todas formadas pela Escola Normal de Natal.

Maria Almeida
Uma das primeiras professoras de Boa Saúde
Outras professoras que lecionaram no Grupo Escolar Dr. Mário Câmara e cujos nomes foram lembrados são as seguintes: Nair, Aliete de Medeiros Paiva, Maria Celsa de Medeiros Paiva, Maria Almeida Galvão, Luíza Almeida Galvão, Maria Medeiros, Anita Barbalho, Albertina Barbalho, Carmelita Elias de Souza, Casciana Duarte, Terezinha Pinheiro de Lima, Aline Silva, Maria do Céu de Souza, Josefa Leó dos Santos, Nidarte Medeiros, Célia Barbosa e Francisca Ferreira Freire. Exerceram a função de diretora do referido estabelecimento de ensino, as seguintes professoras: Maria Helena de Azevedo e Silva e Maria Almeida Galvão.


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Páginas 41 a 44

O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
Terezinha Gomes e o clube de idosos

Terezinha Gomes e o clube de idosos

No finzinho da década de 90, Dona Terezinha organizou um grupo de idosos.
Grupo de Idosos de Córrego de São Mateus
O grupo de idosos se reunia no antigo clube de Averaldo. Cada um trazia alguma coisa: bolacha. solda, cocorote, suco. Dona Terezinha dava sua contribuição e ainda conseguia um sanfoneiro para animas as tardes de domingo.

"Era tão bom receber eles ali no clube... Tinha uns que chegavam cedo e contavam suas histórias que me emocionava... Foram bons momentos que tive o prazer de viver com cada um... Época boa e que tenho muitas saudades". Relembrou Dona Terezinha.
Terezinha Gomes e o clube de mães

Terezinha Gomes e o clube de mães

Na década de 90, Dona Terezinha organizou um clube de mães. Era um espaço de descontração e aprendizado.
Clube de mães de Córrego de São Mateus
O clube de mães funcionava no antigo clube de Averaldo e todos os sábados recebia muitas mães. O momento era dividido entre aprendizagem e um forrozinho. Dona Terezinha trouxe curso de redes, cestaria, doces, entre outros.
Curso de cestaria
O adeus a Dona Terezinha

O adeus a Dona Terezinha

Na manhã de hoje, muitos colegas, amigos e familiares compareceram para deixar o último adeus a Dona Terezinha Gomes.
Velório de Dona Terezinha
O chegou por volta das 16hs e foi velado na igreja de São Mateus. Muitas pessoas se fizeram presentes no período da tarde e a noite o fluxo de pessoas aumentou de forma que a a igreja ficou lotada.

Hoje, pela manhã, foi celebrada a missa de corpo presente acompanhada de muitas homenagens. O sepultamento ocorreu por volta das 10hs e contou com uma grande quantidade de pessoas.

Terezinha Gomes e a cultura

Terezinha Gomes e a cultura

Dona Terezinha Gomes muito contribuiu para o enriquecimento da cultura de Córrego de São Mateus.
Apresentação de Boi-de-reis na escola Perpétuo Socorro
Enquanto diretora da Escola Maria Nazaré Wanderley, ela trouxe muitas atrações culturais como boi-de-reis, João-Redondo e Pastoril para se apresentar na escola.

Não apenas isso mas, era também uma grande incentivadora da formação de grupos de dança, pastoril e boi-de-reis.
Prefeitura decreta LUTO Oficial em honra a Dona Terezinha

Prefeitura decreta LUTO Oficial em honra a Dona Terezinha

A Excelentíssima Prefeita Maria Edice Francisco e Félix, decretou luto oficil de três dias, a contar de 12/03/2017, em virtude do falecimento de Dona Terezinha Gomes.

Segue o DECRETO Nº 07, 13 de março de 2017, na íntegra.



DECRETO Nº 07, 13 de março de 2017.

DECRETA LUTO OFICIAL NO MUNICÍPIO DE BOA SAÚDE/RN, EM VIRTUDE DO FALECIMENTO DA PROFESSORA “TEREZINHA GOMES DE OLIVEIRA SILVA” (DONA TEREZINHA GOMES).

A Prefeita do Município de Boa Saúde, Estado do Rio Grande do Norte, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Orgânica:

  • Considerando o falecimento da professora Terezinha Gomes de Oliveira Silva (Dona Terezinha Gomes), ocorrido no dia 12 de março de 2017;
  • Considerando que foi um baluarte na construção da rede educacional do Município de Boa Saúde/RN;
  • Considerando que desempenhou relevantes serviços prestados como Professora, Diretora Escolar, por várias décadas, contribuindo como Educadora ímpar, deixando importante legado na Educação e Cultura do município de Boa Saúde;
D E C R E T A:
  1. Art. 1º – Fica determinado LUTO OFICIAL no Município de Boa Saúde/RN por 03 (três) dias, iniciando no dia 12/03/2017, em respeito ao falecimento da Professora “TEREZINHA GOMES DE OLIVEIRA SILVA” (Dona Terezinha Gomes), ocorrido no dia 12 de março de 2017.

  • Art. 2º – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação revogam-se as disposições em contrário.

Maria Edice Francisco e Félix

Prefeita
NOSSA HISTÓRIA - O cemitério

NOSSA HISTÓRIA - O cemitério

O Primeiro Cemitério de Boa Saúde

A época da construção do primeiro cemitério de Boa Saúde é desconhecida. Sabe-se que tinha como local a margem esquerda do rio Trairi, próximo ao final da Rua de Baixo, atual Heronides Câmara.

Cemitério de Boa Saúde em 2014
Em 1924, segundo os moradores mais antigos da cidade, ocorreu um inverno muito rigoroso e uma das enchentes alargou o leito do rio, devastou plantações e destruiu o cemitério. Depois dessa lamentável tragédia, temendo que uma outra viesse a acontecer, foi construído um novo cemitério, localizado no alto de uma colina, a uma distância de dois quilômetros da cidade. Somente depois do conhecimento dessa ocorrência é que podemos compreender a razão de uma construção tão distante.

Em l999, o cemitério de Boa Saúde foi reformado pelo poder municipal, sendo ampliada a sua área, construída uma capela, vias de acesso e sanitários.

Página 40

O texto foi extraído do livro Boa Saúde: Origem e história escrito por José Alai e Maria de Deus. Algumas imagens são dos blogs que José Alai mantinha. O objetivo dessa postagem é tão somente conservar nossa história.
Terezinha Gomes, um pouco de história

Terezinha Gomes, um pouco de história

Hoje, 12 de março, a comunidade de Córrego de São Mateus encontra-se de luto pelo falecimento de Dona Terezinha Gomes.

Terezinha Gomes, começou sua carreira em Vera Cruz onde trabalhou arduamente para implantar e fortalecer o Mobral - Movimento de alfabetização da década de 50. Foi ela a primeira Secretária de Educação da cidade e iniciou implantando o MOBRAL. "O povo mais velho não sabia ler nem escrever e isso me incentivou a ajudar esse povo de alguma forma... Implantamos o MOBRAL que logo foi se expandindo pelo município e chegou a até Córrego de São Mateus... Naquela época não tinha carro disponível para visitar as escolas, que funcionavam nas casas dos professores... mas eu montava num cavalo e ia mesmo assim". Contou Dona Terezinha.
Alunos e professores do MOBRAL em Córrego de São Mateus

Professores do MOBRAL de Vera Cruz
De Vera Cruz veio para o Córrego onde construiu uma escola e contribuiu com a educação da pequena comunidade. Nos anos 70 e 80, o Córrego foi palco de grandes festividades realizadas pela Escola Estadual Maria Nazaré Wanderley (dirigida por Terezinha Gomes). Dona Terezinha, como é mais conhecida, também foi diretora da Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro por vários anos. Foi na época de 90 que a escola viveu seu momento áureo. Todas as datas comemorativas eram festejadas com grandes eventos. Festa junina, Dia do Estudante, sete de setembro e o tão esperado desfile da mais bela estudante eram os mais esperados pela comunidade.
A mais bela estudante nos anos 80

A mais bela estudante nos anos 90
Terezinha Gomes falece aos 82 anos

Terezinha Gomes falece aos 82 anos

Na manhã deste domingo, 12 de março, a comunidade de Córrego de São Mateus acordou com a triste notícia do falecimento de Dona Terezinha Gomes.

Dona Terezinha encontrava-se internada em Natal há pouco mais de 20 dias. Segundo a família o corpo estará chegando por volta das 14hs e o velório será realizado na igreja de São Mateus. Logo mais estaremos atualizando as informações.